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12/05/2026 | 08:01 | Geral

Multinacional de Santa Rosa suspende contratos de cerca de 300 funcionários e paralisa produção

Programa de layoff deve durar três meses, mas pode ser estendido. Medida acontece diante da retração do mercado de máquinas agrícolas.

Programa de layoff deve durar três meses, mas pode ser estendido. Medida acontece diante da retração do mercado de máquinas agrícolas.
Medida foi adotada como alternativa para evitar demissões. RBS TV / Reprodução

A unidade da empresa AGCO em Santa Rosa, no noroeste do Estado, iniciou nesta segunda-feira (11) um programa de layoff — suspensão temporária dos contratos de trabalho. Cerca de 300 funcionários serão atingidos.

A medida foi aprovada por mais de 85% dos trabalhadores que participaram de uma assembleia realizada na semana passada, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos.

O layoff prevê a suspensão temporária dos contratos de trabalho e a paralisação parcial da produção pelos próximos meses. Conforme o sindicato, a medida foi adotada como alternativa para evitar demissões e preservar a mão de obra qualificada diante da retração do mercado de máquinas agrícolas.

Durante o período, os trabalhadores ficam sem atuar na fábrica, mas não terão redução salarial. Isso porque os funcionários vão receber a bolsa qualificação do governo federal, além de um complemento pago pela empresa, garantindo o valor integral do salário líquido.

Benefícios como plano de saúde, vale-alimentação e convênios também serão mantidos. Segundo o sindicato, não haverá impacto em direitos como férias e 13º salário.

A previsão inicial é de que o layoff dure cerca de três meses, mas o programa pode ser prorrogado por até cinco meses. Caso haja recuperação do mercado antes desse prazo, os trabalhadores poderão ser chamados de volta às atividades.

Em nota, a AGCO informou que a medida foi tomada após uma “análise criteriosa do cenário de mercado” e tem como objetivo readequar o volume de produção à demanda atual, priorizando a manutenção dos empregos e a solidez das operações.

Fonte: GZH
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